30/09/2007

Imagem do Dia: Espaço - A Última Fronteira


O Espaço é a última fronteira para a Humanidade. E o Telescópio Espacial Hubble têm-nos ajudado a conquistá-la, passo a passo. Análises detalhadas desta imagem, designada por "Campo Ultra-Profundo do Hubble" (Hubble Ultra Deep Field (HUDF) em Inglês) têm permitido a identificação daquelas que se pensam serem as primeiras galáxias que se formaram após o Big Bang. Estas fontes ténues de luz, assinaladas por círculos na imagem, ter-se-ão formado nos primórdios do Universo, tendo a sua luz sido captada agora por esta imagem, a visão mais profunda e sensível que a Humanidade alguma vez teve das profundezas do Espaço.

Fonte:Portal do Astronomo

29/09/2007

Cientistas conectam radiotelescópios usando a internet


Pela primeira vez na história, cientistas ligados à agência espacial australiana, CSIRO, conseguiram conectar em tempo real, uma série de radiotelescópios localizados na China, Austrália e Europa, demonstrando que as redes globais de comunicação em alta velocidade podem ser usadas para se criar clusters de telescópios tão grandes quanto à Terra.

Na última semana, um dos radiotelescópios do CSIRO, localizado próximo à Coonabarabran, em New South Wales, foi usado simultaneamente com outro equipamento nas proximidades de Shangai, na China, além de mais antenas localizadas na Europa. O objetivo do experimento era estudar o distante quasar 3C273, distante 2.2 bilhões de anos-luz.

"Esta é a primeira vez que conseguimos conectar tantos telescópios simultaneamente, separados por uma distância de meio globo terrestre", diz Tasso Tzioumis, diretor de operações do VLBI, um arranjo de múltiplos radiotelescópios separados por grandes distâncias, que utiliza a técnica da interferometria para estudos de sinais de rádio provenientes do espaço.

"É fantástico como o objetivo foi alcançado. Contamos com a habilidade e conhecimento de diversos provedores, que trabalharam em conjunto".

Aprimorando a tecnologia já usada nas redes domésticas atuais, os dados digitais dos vários radiotelescópios foram encadeados, produzindo um streamming de 256 megabits por segundo, aproximadamente 30 vezes mais rápido do que as redes de internet no Brasil. Esse grande volume de dados, produzidos pelos diversos radiotelescópios, seguiu até a Austrália, onde pode ser processado por equipamentos desenvolvidos especialmente para essa finalidade.

Os resultados do processamento foram transmitidos para a Xi´an, na China, onde puderam ser acompanhados por especialistas em redes avançadas durante a 24ª APAN, uma conferência do setor de telecomunicações. Da Austrália até a Europa os dados trafegaram através de um link dedicado de 1 gigabit por segundo.


Economia de tempo

Atualmente, os dados do VLBI são sincronizados através de relógios atômicos. Em seguida armazenados em discos individuais e enviados a um centro comum, localizado em Sydney, onde são combinados e estudados. "Nem é preciso dizer quanto tempo a nova técnica vai acelerar esse processamento. Algumas vezes os resultados podiam demorar até meses", explica Tzioumis.


Interferometria

O VLBI - Very Long Baseline Interferometry - é uma técnica de interferometria que aproveita a diferença de tempo que as ondas de rádio, vindas do espaço, levam para atingir as diversas antenas, separadas por grandes distâncias. Quanto mais espaçadas estiverem as antenas, mais precisas serão as observações. Como a Terra tem um diâmetro12750 quilômetros, essa é a máxima distância possível entre as antenas. No experimento recente, a maior separação medida entre os observatórios foi de 12304 km, quase o diâmetro da Terra.

Foto: radiotelescópio do observatório de Parkes, em Sydney, na Austrália. A antena, de 64 metros de diâmetro, foi uma das usadas no experimento.

Fonte:Site Apolo11.com

O céu hoje!

O céu como será visível hoje, dia 29, apartir das 21 horas.




Fonte:Site do Observatório Frei Rosário

Imagem do Dia: Mimas e os anéis de Saturno


Mais uma espectacular imagem obtida pela sonda Cassini em órbita do planeta Saturno. Desta vez vemos o famoso sistema de anéis, com a sua coloração azulada, muito próxima da sua cor real, em conjunto com a lua Mimas, visível em baixo, do lado esquerdo da imagem. Mimas tem poucos mais de 400 km de diâmetro e encontra-se à distância de três raios de Saturno, cerca de 200000 km.

Portal do Astronomo.

28/09/2007

Super-bolhas cósmicas


O vento estelar é um dos fenômenos astrofísicos mais interessantes e que causa grandes estragos na região aonde as estrelas nascem. Esta imagem captura uma super-bolha em ação na galáxia vizinha, a Pequena Nuvem de Magalhães. A super-bolha é uma cavidade que os ventos estelares de várias estrelas esculpiram na nuvem de gás e só foi detectada quando analisada em diferentes faixas de comprimento de onda. Os dados de raios-X (azul e violeta na imagem) foram obtidos com o satélite da Nasa, Chandra, os dados na faixa visível foram obtidos com o telescópio de 4m do Cerro Tololo no Chile (vermelho) e os dados de rádio (verde) foram detectados com o conjunto de radiotelescópios, ATCA, na Austrália. A super-bolha fica na região de formação estelar conhecida como N19 e segundo Rosa Williams, da Universidade de Illinois, deve ter sofrido três explosões estelares recentemente. A Pequena Nuvem de Magalhães está a 200 mil anos luz de distância da Via Láctea.

Fonte:Blog Mulher das Estrelas

A Via Láctea


Por incrível que pareça muita gente não sabe o nome da nossa própria galáxia. Façam um teste e perguntem entre a família e amigos quantos sabem dizer o nome da nossa galáxia, você vai ficar surpreso com o resultado. Bem, se você sabe mas não entende muito do assunto ou quer aprender, vou descrever a nossa galáxia, a Via Láctea. O nome Via Láctea vem do latin e quer dizer caminho leitoso, um nome pre-histórico que descreve uma faixa clara que varre o céu escuro. Hoje em dia as luzes da cidade ofuscam a Via Láctea, sugiro que quem nunca tenha visto a Via Láctea, vá a um sítio escuro e procure pela faixa branca que atravessa o céu. A Via Láctea vista do hemisfério sul é mais intrigante pois mostra o centro galáctico que fica na direção da constelação de Sagitário.

A Galáxia contém mais de 200 bilhões de outras estrelas, muita poeira e gás. Galáxias como a nossa são chamadas de espirais e possuem um disco, onde a matéria está distribuída em braços, um “caroço” central, chamado de bojo, e um envoltório, chamado de halo. O Sol habita o disco da Via Láctea estando a 28.000 anos-luz de distância do Centro Galáctico. O sistema solar gira em torno do centro galáctico em uma órbita quase circular e a uma velocidade de 250 km/s. Uma volta completa ao redor do Centro Galáctico leva 220 milhões de anos. O Sol já teve tempo de completar cerca de 20 órbitas desde o seu nascimento (4,6 bilhões de anos atrás). O disco tem um diâmetro de 90.000 anos-luz e espessura de 980 anos-luz (1 ano-luz é aproximadamente 10 trilhões de km). Devido às distâncias astronômicas nunca foi possível fotografar a nossa galáxia pelo lado de fora, apenas pelo lado de dentro. O desenho acima ilustra a forma da Via Láctea e a localização dos braços e do Sol.


Fonte:Blog Mulher das Estrelas

27/09/2007

Sonda Dawn vai buscar as origens do Sistema Solar


Nesta quinta-feira, a Nasa vai lançar mais uma missão ambiciosa ao espaço. Durante os próximos oito anos, a sonda Dawn viajar cerca de 5,1 bilhões de km rumo a Vesta e Ceres, dois blocos gigantes de rocha localizados no cinturão de asteróides que fica entre Marte e Júpiter. O principal objetivo da longa jornada é descobrir novidades sobre os primeiros movimentos do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos.

A sonda pretende descobrir também quais os elementos do Vesta e do Ceres estão presentes em planetas como a Terra, Vênus e Marte. Acredita-se que 5% dos meteoritos encontrados no nosso planeta tenham origem dessa região do espaço. Além disso, os cientistas querem saber por que esses asteróides seguiram caminhos diferentes em relação à evolução e se a água teve influência nesse processo.

A sonda Dawn tem cerca de 1,64 m de comprimento, 1,27 m de largura e está equipada com um sistema de propulsores de íons, que usa uma espécie de carga elétrica baseada no elemento químico xenônio como combustível. O aparelho também está lavando duas câmeras de alta definição e quatro espectrômetros. Foram investidos aproximadamente US$ 449 milhões no programa da Dawn.

Ceres e Vesta

Descoberto em 1801, o Ceres tem uma forma esférica e um diâmetro de cerca de 960 km. Os cientistas acreditam que ele possua uma camada de gelo sob a sua crosta, cobrindo um núcleo rochoso. Ele foi classificado em 2006 como um planeta-anão, de acordo com uma nova definição astronômica para a descrição de asteróides no Sistema Solar. Essa mesma decisão rebaixou Plutão para o mesmo status.

Vesta foi descoberto em 1807 e é menor que o Ceres, mas é o terceiro maior asteróide do Sistema Solar, com um diâmetro de 520 km. Ele tem uma superfície rochosa, aparentemente seca e com uma superfície vulcânica, além de apresentar uma imensa cratera no seu pólo sul. A sonda Dawn deve entrar na órbita do Vesta em outubro de 2011, seguir para Ceres em maio de 2012 e começar a orbitar o planeta-não em fevereiro de 2015.

Fonte:Site Terra