07/02/2008

Formação de galáxia intriga astrônomos da Nasa


Uma imagem obtida por meio da combinação dos dados do observatório espacial Chandra e do telescópio espacial Hubble mostrou a gigantesca galáxia elíptica NGC 1132 circundada por gases quentes e difusos (parte azul), além de várias galáxias anãs na "vizinhança", um sistema que está intrigando os cientistas da Nasa.
A NGC 1132 é considerada um "fóssil", pois contém uma grande quantidade de matéria escura. Segundo os cientistas, ela possui mais matéria escura do que um grupo inteiro de galáxias. Além disso, a enorme quantidade de gás quente detectado pelo Chandra é usualmente encontrada em grupos de galáxias, e não em uma só.

Essas características tornaram difícil a tarefa de responder qual é a origem da NGC 1132. Ela talvez possa ser o produto final de uma fusão de galáxias. Ou então pode ser um objeto muito raro formado em uma região ou período de tempo onde o crescimento de galáxias "normais "foi suprimido, e apenas uma grande galáxia se formou.



Fonte:Site Terra

Imagem do Dia: Nebulosa planetária M 76 (NGC 650/651)


M 76 é uma das mais interessantes nebulosas planetárias existentes no céu. Trata-se de um dos mais débeis objetos do catálogo de Messier, tendo-lhe sido dado dois números NGC devido ao facto de Herschel ter acreditado que M 76 era, não uma, mas duas nebulosas. Hoje sabe-se que M 76 é o resultado da morte de uma estrela que ainda hoje é visível e cuja expulsão das suas camadas exteriores gerou uma complicada distribuição de matéria à sua volta, difícil de explicar por qualquer modelo. Com um diâmetro de cerca 2 anos-luz, M 76 está-se a expandir à velocidade de 50 km/s, situando-se a cerca de 4000 anos-luz de distância de nós.


Fonte:Portal do Astronomo

04/02/2008

Imagem do Dia: Galáxia espiral M 101 (NGC 5457)


Esta imagem da magnífica galáxia espiral M 101 foi obtida pelo astro-fotógrafo Russell Croman a partir do seu ponto de observação na "Texas Star Party" ocorrida nos EUA. Situada a cerca de 24 milhões de anos-luz de distância, na direcção da constelação da Ursa Maior, M 101 é uma galáxia espiral, embora seja bastante assimétrica. O seu diâmetro é de cerca 200000 anos-luz. Na imagem vêem-se muitas regiões brilhantes, locais de formação de novas estrelas, conhecidas por regiões de hidrogénio ionizado (HII).


Fonte:Portal do Astronomo

01/02/2008

Nasa confirma lançamento da Atlantis para dia 7/2

O lançamento do ônibus espacial Atlantis, com o laboratório europeu Colombus, para a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), várias vezes adiado devido a um problema técnico, está confirmado, em princípio, para 7 de fevereiro, anunciou a Nasa nesta quarta-feira.
"As equipes de engenheiros trabalharam bem para isolar a origem da anomalia elétrica dos indicadores do depósito de hidrogênio e isso não acontecerá mais", declarou, em entrevista coletiva, Bill Gerstenmayer, administrador-adjunto da Agência para os Programas Espaciais.

O Atlantis seria lançado, inicialmente, em 6 de dezembro, mas uma anomalia no circuito elétrico dos indicadores de hidrogênio do tanque de combustível externo obrigou a Nasa a adiar a decolagem para encontrar a origem deste problema recorrente.



Fonte:Site Terra

Fotos sugerem atividade vulcânica em Mercúrio


Novas imagens de Mercúrio tiradas pela agência especial americana Nasa mostraram a evidência de atividade vulcânica "generalizada" no planeta.
As fotos foram tiradas no dia 14 de janeiro, quando a sonda não-tripulada US Mercury Messenger passou perto do astro.

Evidências colhidas nos anos 1970 pela sonda Mariner 10 já haviam indicado a existência de atividade vulcânica no planeta do sistema solar mais próximo do Sol. A nova missão deixou "poucas dúvidas" desse fenômeno, nas palavras da cientista da missão, Louise Prockter.

Além disso, a Messenger mapeou cerca de 30% da superfície de Mercúrio, aumentando a proporção inicial, que era de 45%. "Este sobrevôo nos permitiu ver uma parte do planeta nunca vista antes por aeronaves. Nossa pequena sonda nos trouxe uma mina de ouro em informações interessantes", disse o cientista-chefe da missão Messenger, Sean Solomon.

Formação inédita

Como exemplo dos novos indícios de atividade vulcânica, os cientistas citaram uma bacia em forma de cratera que havia sido inundada por material fluido, provavelmente lava vulcânica.

A sonda também mostrou uma característica única, que os cientistas batizaram "The Spider" ("A Aranha", em tradução livre) - mais de cem depressões estreitas, superficiais, partindo de uma cratera central de 40km de largura.

Nada semelhante havia sido visto antes em Mercúrio nem na Lua. "A Spider tem uma cratera próxima de seu centro, mas ainda não está claro se esta cratera está relacionada com a formação original ou se veio depois", disse um dos pesquisadores da equipe, James Head, da Universidade de Brown, em Providence.

Para o professor emérito da Universidade do Arizona em Tucson Robert Strom, a Spider poderia estar ligada à atividade vulcânica no planeta.

A sonda Messenger fará duas outras aproximações do planeta antes de entrar em sua órbita em 2011.

A última missão para Mercúrio, com a sonda Mariner 10, foi realizada em 1975. Uma face de Mercúrio fica permanentemente voltada para o Sol. Em outras partes, em que há noite e dia, as temperaturas variam cerca de 500 graus centígrados.


Fonte:Site Terra

Imagem do Dia: Nebulosa da Águia (M 16)


M 16, também conhecida como Nebulosa da Águia, tornou-se famosa após as espectaculares imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble . No entanto, podemos igualmente obter imagens espectaculares desta nebulosa com um telescópio ao alcance de um astrônomo amador. É o caso desta imagem obtida pelo astro-fotógrafo Johannes Schedler. Nela são visíveis diferentes formações de gás e poeira, incluindo os famosos "Pilares da Criação", visíveis no centro da imagem. A luz leva cerca de 8000 anos a chegar até nós desde M 16. Esta nebulosa, que pode se vista com a ajuda de uns binóculos na constelação da Serpente, e que foi descoberta por Messier no séc. XVIII, é um exemplo de uma nebulosa de emissão, sendo a sua cor vermelha devido à emissão proveniente de hidrogénio ionizado.

Fonte:Portal do Astronomo

30/01/2008

Satélite desgovernado continua caindo

Parâmetros orbitais calculados nesta manhã mostram que o satélite espião norte-americano USA-193 continua perdendo altitude sistematicamente e nas últimas 12 horas já caiu pelo menos 250 metros. Simulações de decaimento orbital feitas pelo Apolo11 mostram que o satélite deverá reentrar na atmosfera terrestre entre os dias 14 de março e 3 de abril, mas as poucas informações orbitais divulgadas ainda não permitem afirmar com certeza o momento do evento.
O satélite foi lançado da base militar de Vandenberg no dia 14 de dezembro de 2006 através de um foguete Delta II. Logo após entrar em órbita o artefato sofreu uma pane durante a abertura de seus painéis solares, com reflexos imediatos sobre os sistemas de geração de energia elétrica e comunicações. Alguns dias depois militares dos EUA confirmaram que haviam perdido a capacidade de se comunicarem com o satélite e que todos os esforços estavam sendo feitos para que o controle da nave pudesse ser restabelecido.



O problema tomou proporções maiores no último dia 26 de janeiro (2008), quando um comunicado feito pelo Conselho Nacional de Segurança dos EUA e reportado pela agência de notícias Associated Press confirmou que as autoridades norte-americanas não tinham mais controle sobre o satélite e que o mesmo poderia cair em qualquer lugar do planeta.


Rastreio e simulação


Elementos orbitais gerados por pesquisadores independentes e utilizados para o rastreio e simulação de re-entrada feitos pelo Apolo11 mostraram que o satélite está orbitando a Terra 15.98 vezes ao dia sobre uma altitude que varia entre 275 e 279 km. Nas últimas 24 horas o satélite cruzou quatro vezes o território brasileiro e durante este período perdeu aproximadamente 250 metros de altura.

Prever exatamente quando o satélite irá cair não é uma tarefa fácil e leva em consideração um grande número de variáveis, entre eles o atrito da atmosfera e a atração gravitacional exercida pelos objetos do sistema solar, especialmente o Sol e a Lua. Outros parâmetros extremamente importantes são o fluxo solar e a força gravitacional exercida pelas montanhas e oceanos. Nas simulações de re-entrada feitas pelo Apolo11 foram utilizados valores de fluxo solar entre 65 e 80, conforme informados em nossa página de atividade solar. Os valores calculados não divergiram dos divulgados por outros grupos independentes, mas ainda é cedo para afirmar o dia da re-entrada, entre 14 de março e 3 de abril.


Re-entrada

Naves que re-entram sem controle na atmosfera, normalmente se rompem entre 72 e 84 quilômetros de altitude devido à temperatura e forças aerodinâmicas que agem sobre a estrutura. A altitude nominal do rompimento é de 78 km, mas satélites de grande porte que têm estruturas maiores e mais densas conseguem sobreviver por mais tempo e se rompem em altitudes mais baixas. Painéis solares são destruídos bem antes, quando os satélites ainda estão entre 90 e 95 km.




Uma vez que a espaçonave ou seu corpo principal se rompe, diversos componentes e fragmentos continuam a perder altura e se aquecer, até que se desintegram ou atingem a superfície. Muitos dos componentes são feitos em alumínio, que se derretem facilmente. Como resultado, essas peças e desintegram quando a nave ainda está em grandes altitudes. Por outro lado, se um componente é feito com material muito resistente, que precisa de altas temperaturas para atingir o derretimento, pode resistir por mais tempo e até mesmo sobreviver à re-entrada. Entre esses materiais se encontram o titânio, aço-carbono, aço-inox e berilo, comumente usados na construção de satélites.

O interessante é que ao mesmo tempo em que são resistentes às altas temperaturas, esses materiais também são muito leves (por exemplo, chapas de tungstênio) e como resultado a energia cinética no momento do impacto é tão baixa que raramente provoca danos de grande porte. O problema começa com a composição química residual, que dependendo do componente que sobreviveu à re-entrada, pode conter material extremamente tóxico, como a hidrazina, utilizado como combustível ou até mesmo material radioativo, usado na geração de energia elétrica.



Fotos: no topo, gráfico de rastreio mostra passagem do satélite USA-193 sobre o território brasileiro às 01h49 UTC do dia 29 de janeiro de 2008 (23h49 do dia 28 de janeiro pelo horário de Brasília). Acima vemos o tanque de pressurização de um foguete Delta 2, que sobreviveu á re-entrada no dia 22 de janeiro de 1997. O tanque pesa 30 quilos e é contruído de titânio.


Fonte:Apolo11.com