11/12/2007

Sistema Solar tem forma amassada, afirma Nasa


A espaçonave Voyager 2, da Nasa, a agência espacial americana, descobriu que o Sistema Solar não é esférico, e tem na verdade um formato "amassado" devido ao efeito local do campo magnético do espaço interestelar profundo, anunciaram especialistas em ciência espacial.
Os dados foram recolhidos pela espaçonave em sua jornada de 30 anos aos confins do Sistema Solar, quando ela penetrou uma região conhecida como "choque de terminação", informaram os especialistas.

Os dados demonstram que o hemisfério sul da heliosfera do Sistema Solar está sendo pressionado, ou "amassado".

A Voyager 2 é a segunda espaçonave a penetrar essa região do Sistema Solar, depois da Voyager 1, que penetrou a região norte da heliosfera em dezembro de 2004.

O choque de terminação é uma área turbulenta além da órbita de Plutão, na qual os ventos solares emanados do sol são significativamente desacelerados quando se defrontam com o gás fino do espaço interestelar.

Nosso sol lança ventos solares em todas as direções, e no passado os cientistas acreditavam que essas emissões assumissem um formato de bolha em torno do sistema, formando a chamada heliosfera.

"A Voyager 2 entrou no choque terminal cerca de 1,6 bilhão de quilômetros mais perto do que a Voyager 1, no hemisfério sul da heliosfera do Sistema Solar", disse Edward Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, cientista encarregado do projeto Voyager.

Os dados da Voyager 2 são cientificamente interessantes por diversos motivos, segundo a Nasa. A espaçonave está equipada com um instrumento operacional de medição de plasma, capaz de aferir diretamente a velocidade, densidade e temperatura do vento solar. O instrumento semelhante que equipava a Voyager 1 deixou de funcionar muito tempo atrás.

Os cientistas do projeto Voyager esperavam que as temperaturas na área de choque terminal fossem da ordem de 555 mil graus, já que o material normalmente se desacelera e aquece quando encontra um obstáculo em uma onde de choque normal.

Mas de acordo com Stone as temperaturas registradas foram bem menores, da ordem de 111 mil graus.

Os cientistas acreditam que a Voyager 2 deva atingir o espaço interestelar dentro de sete a 10 anos, e estimam que sua energia baste para que continue a operar até 2020.


Fonte:Site Terra

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